Prestar serviço elaborando projeto como autônomo ou MEI?
- Melissa Araújo
- 5 de jun.
- 2 min de leitura
Prestar serviço elaborando projeto como autônomo ou MEI?
Essa é uma dúvida muito comum entre quem está começando a trabalhar com elaboração de projetos culturais — e a resposta importa tanto para a sua organização financeira quanto para a regularidade do seu serviço na hora da prestação de contas do cliente.
Vamos direto ao ponto 👇
Como autônomo (pessoa física)
Trabalhando como pessoa física, você emite RPA — Recibo de Pagamento de Autônomo. O documento precisa conter nome completo, CPF, endereço, especificação do serviço prestado e a discriminação dos impostos: INSS (recolhido pelo contratante via GPS), IRRF e ISS (quando aplicável).
✅ Sem custo de abertura de empresa
✅ Mais simples de operar no início
❌ Carga tributária pode ser alta dependendo do valor recebido
❌ Sem CNPJ, o que pode dificultar a negociação com alguns clientes
Como MEI
Com o MEI você tem CNPJ, emite nota fiscal e tem mais credibilidade profissional perante clientes. O MEI é isento de impostos sobre a nota, mas é obrigado a emiti-la. Uma atenção: se o seu cliente for proponente de projeto Rouanet e quiser te pagar com recursos captados, o pagamento deve ser feito em conta vinculada ao CNPJ — não na sua conta pessoa física.
✅ CNPJ e nota fiscal = mais profissionalismo
✅ Contribuição fixa e reduzida mensalmente
✅ Acesso a benefícios previdenciários
❌ Limite de faturamento anual (atualmente R$ 81 mil/ano — verifique o valor atualizado) ❌ Algumas atividades de consultoria podem ter restrição no MEI
O que diz a Lei Rouanet sobre isso?
A IN nº 29/2026 prevê expressamente a contratação de serviços de elaboração de projetos culturais com recursos captados, desde que haja contrato prévio — com pagamento realizado somente após a aprovação da execução do projeto. Ou seja: o seu serviço pode estar dentro do orçamento do projeto do cliente, mas precisa estar previsto e formalizado desde o início.
Qual escolher?
Depende do seu momento. Se está começando e ainda tem poucos clientes, o autônomo resolve. Se já tem uma carteira de clientes e quer crescer com mais estrutura, o MEI é o caminho natural — e faz sua negociação ficar mais fácil.
O mais importante é estar regularizada, qualquer que seja a forma. Imposto é coisa séria, ainda mais quando o serviço envolve recursos públicos incentivados. 😉
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