Educação para o Bem Viver 2026 – Fortalecendo Organizações Indígenas e Quilombolas pela Equidade na Educação
- Melissa Araújo
- 19 de mar.
- 2 min de leitura
A chamada Educação para o Bem Viver 2026, promovida pelo Fundo Casa Socioambiental, insere-se em um contexto de reconhecimento da educação como um processo coletivo, territorializado e profundamente conectado às identidades, memórias e saberes ancestrais dos povos indígenas e comunidades quilombolas. A iniciativa parte da compreensão de que educar, nesses contextos, vai além do espaço formal da escola, constituindo-se como prática viva de fortalecimento comunitário, afirmação cultural e enfrentamento das desigualdades históricas marcadas pelo racismo estrutural.
A partir da escuta ativa de organizações e territórios apoiados em ciclos anteriores, o Fundo Casa consolida nesta chamada uma abordagem que valoriza o protagonismo local, a autonomia organizativa e a sustentabilidade das iniciativas educativas. Reconhece-se que projetos enraizados nos territórios, conduzidos por organizações próprias dessas comunidades, apresentam maior capacidade de gerar impacto duradouro, promovendo uma educação alinhada às realidades e modos de vida locais.
A chamada tem como foco o apoio direto a organizações indígenas e quilombolas, entendidas como aquelas criadas, conduzidas e governadas por esses sujeitos coletivos. Embora reconheça a importância de instituições parceiras e organizações aliadas, a iniciativa prioriza propostas lideradas localmente, com efetiva participação comunitária, fortalecendo a capacidade institucional e o protagonismo político dessas organizações no campo da educação. Os projetos apoiados deverão contribuir para a construção de uma educação antirracista, intercultural e contextualizada, articulando escola, território e comunidade. Espera-se que as iniciativas promovam a valorização dos saberes tradicionais, a transmissão intergeracional de conhecimentos, o fortalecimento das práticas culturais e a incidência em políticas públicas educacionais.
Ao fomentar ações educativas comunitárias, o Fundo Casa reafirma seu compromisso com a equidade educacional, a justiça socioambiental e a valorização das trajetórias coletivas dos povos indígenas e quilombolas. A chamada busca impulsionar soluções construídas a partir dos territórios, contribuindo para a consolidação de caminhos próprios para o bem viver.
Elegibilidade
Podem se inscrever nesta Chamada:
Associações indígenas e quilombolas comunitárias, sem fins lucrativos, devidamente constituídas e ativas, formadas e dirigidas por membros das próprias comunidades;
Associações de pais e mestres, coletivos comunitários e organizações de base vinculadas a escolas indígenas ou quilombolas, desde que tenham atuação reconhecida no território e participação efetiva da comunidade na concepção e execução do projeto;
Organizações com orçamento institucional anual de até R$ 500.000,00 no último ano fiscal;
Organizações com a documentação institucional em dia, a ser apresentada no momento da inscrição, conforme orientações desta chamada;
Organizações que não possuam CNPJ também poderão se inscrever por meio de organização parceira, nos termos definidos pelo Fundo Casa, desde que o projeto seja liderado pela organização proponente e executado no território (Veja as orientações sobre organização parceira no ítem 6.2 e nas dúvidas frequentes no item 10 desta chamada de projetos);
Cada organização poderá inscrever apenas um projeto nesta chamada;
Organizações sem pendências de prestação de contas junto ao Fundo Casa Socioambiental.
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